29 de junho de 2009

Poemas para a Amiga (Fragmento 4)





As vezes em que eu mais te amei
tu o não soubeste e nunca o saberias.
Sozinho a sós contigo em mim mesmo eu te criava,
em mim te possuía
De onde vinhas nessas horas
em que inteira eu te envolvia,
nem eu mesmo o sei e nunca o saberias.
Contudo,
em paz eu recebia o carinho,

compungindo o recebia,
tranqüilo em meu silêncio e tão tranquilo
e tão sozinho que calmamente eu consentia
que ainda que muito me tardasse mais ainda,
um outro tanto, eu sempre esperaria.